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domingo, 11 de abril de 2010

Às vezes, temo

Às vezes, temo a solidão
que surge quando eu estou só.
Sem nenhum aviso, ela me dá a mão
e me leva por diante, com frieza e sem dó.

Às vezes, tenho a impressão
de que nada mais me impressiona.
Como se apenas a minha insensível razão,
fosse responsável por aquilo que me aprisiona.

Às vezes, nem mesmo a paixão,
que é o meu mais natural combustível,
é capaz de dar asas à minha frágil imaginação.
Nem sempre, a nós e ao nosso amor, tudo é possível.

Às vezes, penso em ser um diapasão
que possa ajustar todas as coisas ao redor.
No entanto, nem tudo que necessite de afinação,
tende a se transformar, ao meu desejo, em algo melhor.

Às vezes, temo toda essa escuridão
que impede a minha mente de ser mais sã.
Porém, lembro que, a vida é de soma e de subtração.
Por isso, quero mais é somar a partir de cada nova manhã.

6 comentários:

  1. Porém, lembro que, a vida é de soma e de subtração.
    Por isso, quero mais é somar a partir de cada nova manhã.
    A partida é sempre o começo....
    Caminhe e continue produzindo sentimentos, a quem lê.

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  2. A vida é também
    Um multiplicar de emoções
    e um dividir de alegrias...

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  3. Belo poema dedicado à vida.Bem escrito e objectivo.Parabéns!

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  4. Não sei bem como o encontrei...
    Mas gostei!
    Um bjo meu.

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  5. Gostei do seu blog. Já estou seguindo-o. Visite os meus blogs também:
    http://wwwpalavraseimagens.blogspot.com (sem o ponto depois de www)
    www.marquesiano.blogspot.com
    www.degraucultural.blogspot.com
    Beijos.

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